Lançamento do e-book do Projeto Neofluxo

Desde a eleição de Barack Obama à Presidência dos EUA em 2008, o Brasil espera pela “eleição da Internet”, isto é, o momento em que as movimentações sociais em rede pautariam discursos e influenciariam a decisão de eleitores. No calor da campanha vitoriosa do norte-americano, o esforço para que o rótulo pegasse já em 2010 foi intenso. Às vésperas de mais uma votação, o Grupo de Pesquisa Tecnologia, Comunicação e Ciência Cognitiva (TECCCOG), da Universidade Metodista de São Paulo, faz um resgate daquele momento histórico ao lançar o e-book “Projeto Neofluxo: atuação eleitoral do Astroturfing no fluxo informativo na Web”.

Baixe o e-book do Neofluxo

Além de contextualizar o momento eleitoral de 2010 e apresentar detalhadamente o projeto Neofluxo, apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), os autores Walter Teixeira Lima Junior, Amanda Luiza Silva Pereira e Rafael Vergili indicam a presença de Astroturfings, perfis que simulam usuários comuns e que buscavam influenciar os fluxos comunicacionais nas redes sociais, conduzindo grande parte das conversações no ambiente e modificando o fluxo natural das mensagens.

141002_capaneofluxo

A obra também detalha a metodologia que sustentou o projeto, incluindo a elaboração dos critérios utilizados na coleta e dos parâmetros de seleção dos dados. “O que há de mais importante nesta pesquisa é o questionamento, sustentado por dados, de máximas pouco produtivas para a perspectiva científica na pesquisa em comunicação e a indicação dos desafios a serem superados para a identificação de fluxos comunicacionais”, salientam os autores na introdução do trabalho.

Continuidade

A partir da experiência adquirida em 2010, o TECCCOG realiza o Projeto Neofluxo 2014, que busca avaliar aspectos mensuráveis do “sentimento” das conversações realizadas nas redes sociais a partir da relação entre os assuntos econômicos e as mensagens políticas relativas aos candidatos à Presidência. O projeto conta ainda com uma parceria com a Universidade Federal do ABC (UFABC), por meio da colaboração do Prof. Dr. Ronaldo Cristiano Prati, e o apoio dos mais de vinte pesquisadores que compõem o grupo.